Diálogos entre os cursos de design do Brasil

E aí de novo o grande problema é a comunicação. Qual o problema em trocar informações com as outras universidades? Esses dias eu estava conversando com minha orientadora sobre o que é ensinado nos cursos de design no Brasil, e no mundo.

Não há um padrão. Pois é, chega a ser irônico. Não há unidade. Cada um ensina uma coisa, não tem currículo base, não tem grade curricular obrigatória pra todos. E a gente nem sabe que que o colega do estado do lado aprende.

Quando cheguei na UFPR pro mestrado e comecei a assistir algumas aulas da graduação, me deparei com conteúdos que eu nunca tinha nem ouvido falar. E que são, digamos, básicos pra profissão de quem trabalha com planejamento visual. Por que? Não seria mais legal pra todo mundo se houvesse um intercâmbio desses conhecimentos? Talvez mobilidade acadêmica, ou participação mais ativa dos alunos em outros cursos de graduação… Muito é perdido pela falta de comunicação e diálogo (aka vida).  Deixo aqui minha estupefação de como eu nunca tinha ouvido falar em “linguagem gráfica” (michael twyman), teoria do código duplo e do aprendizado multimídia, e só fui saber da existência disso quando entrei no mestrado.

Taí, é essa a minha sugestão: haver mais diálogos e mais trocas entre as graduações e pós-graduações brasileiras. Suscitar mais essa discussão sobre os conteúdos que são vistos em cada universidade e questionar se talvez não seja bom haver uma unidade – mínima, ao menos. Pensemos, designers! Uni-vos!

Beijos, e até a próxima :)

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